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  • Pedro Martins

Ansiedade

A ansiedade faz parte da vida, está presente em nosso cotidiano. É o que nos prepara e impulsiona para viver novas experiências e planejar o futuro. Essa é a ansiedade normal que vivenciamos quando estamos prestes a passar pelo desconhecido. Por outro lado, a ansiedade neurótica vem carregada de um peso existencial que dói na mente, no corpo e transforma nossa rotina no caos. O futuro torna-se inalcançável e o presente é um lugar difícil de se estar, tamanha a sensação de incapacidade e fracasso.


Ansiedade normal

Sempre que percebemos que nossa forma de ver o mundo está sob ameaça e se faz necessário revê-la, a ansiedade surge como uma reação natural. A ansiedade possui uma função adaptativa, que nos prepara para lidar com situações que podem ser difíceis e assim aumenta nossas chances de sucesso frente a elas.

A exemplo, podemos pensar numa situação de processo seletivo em que a pessoa que se candidata a vaga, ansiosa pelo dia da entrevista, se prepara com alguma antecedência. Nesse caso, a ansiedade faz com que ela se dedique para alcançar seu objetivo e evite a frustração de não conseguir o emprego. Essa dedicação não garante que ela será aprovada no processo, mas a estimula e direciona a explorar suas qualidades de uma maneira corajosa e criativa no mundo.


Ansiedade neurótica

Podemos sentir ansiedade ao notar que nossas habilidades não estão sendo desenvolvidas. Confrontar essa percepção nos angustia e nos deixa ainda mais ansiosos, gerando conflitos psíquicos, bloqueios de comportamentos e de conscientização da própria situação que provocou a ansiedade.

Como exemplo, podemos pensar na pessoa que evita eventos sociais por se sentir inadequada, desinteressante e incapaz de conversar sobre qualquer assunto. O medo do julgamento e da humilhação é algo constante nesses casos. Por consequência essa pessoa acaba se isolando e evitando toda e qualquer situação pública.

A ansiedade torna-se um problema quando ela deixa de ser temporária e começa a interferir diretamente na nossa rotina cotidiana.

Em casos como esse faz-se necessário procurar um profissional da saúde como psicólogo para que no processo terapêutico a pessoa atendida consiga planejar e manter uma rotina sem tanto sofrimento. Caso a pessoa não seja responsiva a terapia é necessário a opinião de um psiquiatra para verificar a necessidade de uma intervenção com medicamento em paralelo ao processo terapêutico e assim conteúdos emocionais e entender por que a ansiedade está se manifestando dessa maneira.



Referências


MAY, Rollo. O Homem a Procura de Si Mesmo. 8. ed. Petrópolis, Editora Vozes, 1971.


MAY, Rollo. O Significado de Ansiedade: as causas de integração e desintegração da ansiedade. Rio de Janeiro, Editora Zahar Editores, 1977.

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